domingo, 17 de abril de 2011

17 DE ABRIL DE 2011 (14 DE NISÃ), após o pôr do sol

Jerusalém é banhada pela suave luz do crepúsculo vespertino, ao passo que a lua cheia surge sobre o monte das Oliveiras. Numa ampla sala mobiliada, Jesus e os 12 estão recostados a uma mesa preparada. “Desejei muito comer esta páscoa convosco antes de eu sofrer”, diz ele. (Lucas 22:14, 15) Depois, os apóstolos ficam surpresos de ver Jesus levantar-se e pôr de lado a sua roupagem exterior. Tomando uma toalha e uma bacia de água, ele começa a lavar-lhes os pés. Que lição inesquecível de prestar serviço humilde! — João 13:2-15.
No entanto, Jesus sabe que um desses homens — Judas Iscariotes — já providenciou traí-lo aos líderes religiosos. É compreensível que ele fique muito aflito. “Um de vós me trairá”, revela ele. Os apóstolos ficam muito contristados com isso. (Mateus 26:21, 22) Depois de celebrar a Páscoa, Jesus diz a Judas: “O que fazes, faze-o mais depressa.” — João 13:27.
Após a saída de Judas, Jesus introduz uma refeição para comemorar a sua iminente morte. Toma um pão não levedado, dá graças numa oração, parte-o e manda que os 11 o comam. “Isto significa meu corpo”, diz ele, “que há de ser dado em vosso benefício. Persisti em fazer isso em memória de mim”. Depois toma um copo de vinho tinto. Após proferir uma bênção, passa-lhes o copo, dizendo que bebam dele. Jesus acrescenta: “Isto significa meu ‘sangue do pacto’, que há de ser derramado em benefício de muitos, para o perdão de pecados.” — Lucas 22:19, 20; Mateus 26:26-28.
Durante esta noite momentosa, Jesus ensina aos seus apóstolos fiéis muitas lições valiosas, e entre elas a importância do amor fraternal. (João 13:34, 35) Assegura-lhes que receberão um “ajudador”, o espírito santo. Este os fará lembrar todas as coisas que lhes disse. (João 14:26) Mais tarde, naquela noite, devem ficar muito encorajados ao ouvir Jesus proferir uma fervorosa oração a favor deles. (João, capítulo 17) Após cantarem cânticos de louvor, saem da sala de sobrado e seguem a Jesus no fresco ar da noite.
Atravessando o vale do Cédron, Jesus e seus apóstolos vão para um dos seus lugares favoritos, o jardim de Getsêmani. (João 18:1, 2) Enquanto os seus apóstolos esperam, Jesus se afasta um pouco para orar. Não há palavras para descrever a sua tensão emocional quando pede fervorosamente ao Pai que lhe dê ajuda. (Lucas 22:44) A mera idéia do vitupério que se lançaria sobre o seu querido Pai celestial se ele fracassasse o deixa extremamente aflito.
Mal Jesus acaba de orar, quando chega Judas Iscariotes com uma multidão que carrega espadas, cacetes e tochas. “Bom dia, Rabi!”, diz Judas, beijando ternamente a Jesus. Este é o sinal para os homens prenderem Jesus. De repente, Pedro dá um golpe com a sua espada e corta a orelha do escravo do sumo sacerdote. “Devolve a espada ao seu lugar”, diz Jesus, ao curar a orelha do homem. “Todos os que tomarem a espada perecerão pela espada.” — Mateus 26:47-52.
Tudo acontece muito depressa! Jesus é preso e amarrado. Com medo e em confusão, os apóstolos abandonam seu Amo e fogem. Jesus é levado a Anás, o anterior sumo sacerdote. Depois é levado a Caifás, o atual sumo sacerdote, para ser julgado. Nas primeiras horas da manhã, o Sinédrio acusa Jesus falsamente de blasfêmia. A seguir, Caifás manda que seja levado ao governador romano, Pôncio Pilatos. Este manda Jesus a Herodes Ântipas, o governante da Galiléia. Herodes e seus guardas zombam de Jesus. Daí, ele é mandado de volta a Pilatos. A inocência de Jesus é confirmada por Pilatos. Mas os líderes religiosos judeus o pressionam para que condene Jesus à morte. Depois de sofrer consideráveis ultrajes verbais e físicos, Jesus é levado a Gólgota, onde é impiedosamente pregado numa estaca de tortura e sofre uma morte agonizante. — Marcos 14:5015:39; Lucas 23:4-25.
Teria sido a maior tragédia na História se a morte de Jesus tivesse acabado para sempre com a sua vida. Felizmente, isto não aconteceu. Em 16 de nisã de 33 EC, seus discípulos ficaram espantados de descobrir que ele tinha sido levantado dentre os mortos. Com o tempo, mais de 500 pessoas puderam confirmar que Jesus vivia novamente. E 40 dias após a ressurreição dele, um grupo de seguidores fiéis o viu ascender ao céu. — Atos 1:9-11; 1 Coríntios 15:3-8.

http://www.watchtower.org/t/19980315/article_01.htm

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